O Assalto
...Outro cenário seria o do assalto. Estou no carro no mesmo lugar
e um garotão ou dois me metem um revólver na cara e me levam o
relógio, a carteira, talvez o carro e talvez me matem. Excluamos a
morte, para sentirmos o after-taste, o arrière-goût, o prazer do assalto.
Primeiro, o assalto inverte a posição. Eu sou a vítima, não o
esmoler. A pobre pessoa sou eu, num primeiro instante. Cheio de medo,
tenho de soltar a grana para não morrer. O assalto é a esmola ao
contrário; você recebe a graça de viver, se for humilde. Eles é que dão a
esmola.
Além disso, o assalto desconstrói terrivelmente o meu universo.
A pobreza perde sua face milenarmente doce e triste e ganha a face da
vingança. A injustiça social que se abatia sobre eles é desviada sobre
você. Você passa a ser vítima de uma injustiça social. E, mais terrível,
aqueles pobres-diabos que tinham a missão de manter a sociedade
funcionando na injustiça eterna se rebelam e parecem mudar a face do
mundo. Há um sabor de sacrilégio no assalto. O assalto não te exclui.
Ele te inclui. Você é o culpado de ter coisas, não os outros, os tais
outros malvados. No assalto, você é vítima e culpado. Isso provoca um
sentimento de confusão no mundo. Mais ainda se você for metido a
progressista, a amante dos pobres oprimidos, um petista talvez. Nada
pior que um petista sendo assaltado.
E aí começa um processo de inclusão em você, de incriminação,
em que você é uma peça deste complexo micro-macro de injustiças, que
começa talvez no capitalismo de Nova York e acaba ali no teu relógio.
Retraçando o mapa, vemos que o teu Rolex foi comprado com o dinheiro
que teu pai deixou da fazenda que o avô vendeu para pagar o banco que
etc. etc... e daí vai-se numa linha genealógica de dinheiro que acaba te
remetendo ao mundo dos exploradores.
Não há remissão no assalto. Além de te levar a grana, a culpa é
tua. Com o fim do mundo da caridade, todos ficam suspeitos, todos
incluídos no crime, e a guerra começa para todos. Ficam visíveis
relações finíssimas: no esgar da cara de um burguês nordestino se vê a
seca desenhada como uma tatuagem; na barriga de um político ou num
bigode se vêem anos de corrupção. O fim da caridade é útil. Acabou o
mundo do escândalo bondoso e vai começar o mundo da violência. E
através dos olhos furiosos dos marginais a cara verdadeira do Brasil
aparecerá. Nunca quisemos ver a miséria, agora não há outro jeito.
Quando ainda dava tempo, e havia dinheiro para consertar, não fizemos
nada — há uns 30 anos. Agora é tarde demais; iremos correndo atrás
do social (como se houvesse algo fora) para ver se ainda dá para
quebrar um galho paliativo, cestas básicas, reforminhas etc... mas não
dará mais tempo. E como o país é um enigma politico-secular, com um
jogo de poder onde não se consegue consenso nunca (vejam o inferno de
partidarismos que não aprovam nada nunca), teremos finalmente o
social desencadeado. Vai acabar a ópera-bufa e começar a tragédia. O
fascismozinho caboclo vai começar a criar formas novas de extermínio.
Está sendo chocado o ovo da jibóia, que culminará numa ditadura.
Ecstasy Poliglota
domingo, 15 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Guilherme - uma pessoa muito legal.
Pess oas corajosas não são aquelas que não tem medo de nada. São aquelas que tem medos, mas enfrentam-os. Afinal, o medo não é um sentimento depravado, ou vergonhoso. Totalmente pelo contrário, o medo nos torna mais humanos e mais inteligentes. O medo nos faz pensar, o medo nos ensina, o medo nos evolui.
sábado, 23 de abril de 2011
Guilherme - um cara muito legal.
Estúpido não é aquele que está errado e questiona à quem sabe. Estúpido é aquele que está errado e teima em dizer que está certo.
Guilherme - um cara muito legal.
Conceituo o respeito em aceitar as diferenças dos outros. No entanto, não consigo fazer isso, tornando esse meu conceito sobre o respeito, impraticavel. Então, o quê posso fazer, é inovar á um conceito à um mais rotineiro: O respeito é baseado em desprezar o erro dos outros, que para o nosso ponto de vista é, e pra eles, talvez não.
Guilherme - um cara muito legal
Ganh ei! Ganhei milhões de dolares escravizando negros, que ficavam 16 horas por dia trabalhando, com os pés descalços e com a lama até os joelhos procurando ouro. Geralmente, viviam apenas 20, no máximo 30 anos, pois suas vidas eram muito vazias, suas vidas eram constituídas em trabalhar, trabalhar, trabalhar, e sofrer. Morri, e deixei toda a herança para meus filhos, na Europa. Meus filhos, gastaram toda minha fortuna e hoje, não têm mais nada. Escravizei milhares de africanos para ficar rico, e minha riquesa é gasta em menos de uma geração... Então, senhores, é essa a história que você quer contar no final da tua vida? Que tu fostes uma pessoa desumana? Que tu fostes um ser que mudou a vida de milhares pensando em si mesmo? Que tu mudastes a história para deixar uma minoria rica? PENSE, REFLITA, ANALISE sobre qual é o real propósito que te faz um ser humano, de fato.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Guilherme - um cara muito legal
Pode, pode me chamar de omisso, autista, o que seja. Mas não quero, nenhum dia, acordar para dar de cara com nossa honesta e politicamente correta humanidade. Quero eternamente, continuar com o senso infantil e a essência inocente de uma criança.
Guilherme - um cara muito legal.
Pra quê tanta inteligência, se o instinto humano é baseado em algo ignorante?... O amor se baseia na ignorância: Amamos quem não merece, valorizamos quem não nos valoriza, perdoamos quem nos é infiel, juramos fidelidade á quem sequer conhecemos e damos à vida à quem teria coragem de tirá-la de nós. Talvez, seja por isso, que o amor está instinto nos dias atuais. A sociedade evoluiu... e como!
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